Grite Poesia, Sempre!

Então é isso! Eis aqui meus pensamentos e devaneios.

Grite Poesia, Sempre!

Então é isso! Eis aqui meus pensamentos e devaneios.
<  Novembro 2007  >
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11.11.07

Palavras

Brincos quebrados

              Batons  apagados

                     Roupas surradas

                                                Palavras  eternas! 

Eu anônimo

                                     

 Eu anônimo explodindo em brasas
Querendo rumos,
Ruas!
Saltar cidades
Ser veias nos outros
Almas das correntezas levando as cidades
Revoluções trazendo deuses
Luzes que vem e vão iluminando o sol.
Átomos
Bactérias
Elétrons no espaço!
Folha que cai
Folha que nasce
Amores que são e não são
Mortes amadas
Vidas amargas.

Eu anônimo
Sinônimo amparando flores de plástico
Obras das idéias já mortas
Querendo de novo ser idéias.
Me busquem entre uma montanha e outra
Entre muitas galáxias e outras
Habito a poltrona do quarto
Mas me achem nas linhas de WHITMAN, camaradas!


Contemplação

                                                                                                                        

Ser eu não quero agora
Com tudo que os meus dias me deram,
E nada tenho nas mãos
Nem nas memórias
Que já são máquinas.
Ser outra coisa caminhando
E nada ser quando a boca gritar
Na multidão sozinha.

Tenho folhas brancas
Canetas em fervuras
Signos bulindo rochas

É morte do poema inseguro!

Ser palavras incomodando mundos
Ou pensamentos no rosto de Deus
Quando a vida antiga saltar dos meus braços.

Nesse instante a constante espera!

O ANUNCIO DA MORTE

                                                                                    Teus braços morrem
Palavras são outras
Equações se multiplicam
Duvidas beijam lábios
E ficamos nas ruas tocaiando
Cartas feitas aos nossos anjos

Um anuncio vindo ao ser que não mais é
Quando o grito foge do silencio
Ou será o silencio fugindo dos gritos,
Ou será eu que não morri ainda.

Obra inacabada

Estou pronto,
Acabado!
Virei poesia esquecida.
Virei manhãs
Obra esgotada!
Em mim as palavras dizem
A boca teimEa, bofeteia,
Arranca!
Em mim tudo isso é
E nada habita meus devaneios.
Estou no meio das coisas,
Mas não me estou ainda.
Que seja eu ensaios malinando bocas;
Retórica em construção
Feto em pulmão tuberculoso!

Jaz eu um inconhecível de mim
Despendurando pernas mãos palavras mentes!
Arregalando línguas na cara amarrada
Que me fita!
Não estou em formação
Nem teus gritos na maternidade se ouviram
Aqui só espera!

Há há há há há há há ha há
Há há há há há há há há há

Tudo em mim é vil!
“morrer” um conselho.
Meu que seja também fogo terra água ar.
Até que seja também os encontros provocados
Ate te chorar como antes!
Tua boca calada,
Mudez gritante

Vinte e tantas primaveras
Não são os bocados de eras
Para o começo da mão no lápis
E as linhas ditarem signos.